sábado, 3 de janeiro de 2009

A vida é uma aposta no amor




Ao ler 'Operação cavalo de tróia' [diga-se de passagem um dos melhores presentes que já ganhei], deparei-me com uma parábola interessante. Jasão perguntou a Jesus o que era a vida e Jesus respondeu: "Uma aposta no amor. É o único bem em jogo desde que se nasce". Me lembrei de tal trecho ao ler o último post da Lulu, aonde ela afirma que "o trabalho realmente edifica o homem, e o amor danifica". Bem, peço licença, mais uma vez para discordar de ti, Lulu [mas não da parte que diz que o trabalho edifica, concordo plenamente].
Amor não é um assunto recorrente em meus textos, afinal não me apetece a idéia de falar somente dele, mas, com certeza ele está presente em cada dia de nossas vidas. Ainda não vem à minha mente um porquê da palavra amor ser ligada automaticamente ao amor homem-mulher, ou homossexual. Àquele amor carnal. O amor é uma coisa tão grande que sobrepõe-se a isso e, arrisco dizer ser o amor carnal a mais pobre das formas de amar, afinal ele pode acabar.
Por amor pessoas mudam, tranformam-se em seres mais leves e pacientes e sem esse amor homens travam guerras. E, que ironia! Guerras em nome do amor.
Jasão, no livro de Benítez, perguntou ainda a Jesus: "Sendo assim, que podemos pensar dos que nunca amaram?", seu mestre replicou: "Não existem tais pessoas". Incansável Jasão prosseguiu: "Que me dizes dos sanguinários, dos tiranos...?", o mestre respondeu: "Eles também amam, à sua maneira".
O livro é pura ficção baseada em fatos reais que dão à obra um incrível ar de veracidade, mas mesmo conscientizando-me do teor ficcional, devo ratificar as palavras de Benítez. Todos são capazes de amar. Não falo de homens amarem mulheres, mas o que dizer da amizade? Amigos são pessoas que não deveriam necessariamente estar em nossas vidas, mas nós os deixamos ficar por amor. E o amor de mãe? Há algo mais genuíno e recompensador? Até os cães amam [e amam mais que muitos humanos].
Quanto àqueles que dizem-se frios de coração, são uns tolos! Todos amam e são amados em maneiras diferentes. Uns amam mais, outros menos, alguns não recebem tanto quanto dão, mas é disso que se trata o amor. Lendo Sandman, a obra de outro gênio [Gaiman], a garota Hazel descobre que a namorada a traiu, mas continua com ela. Por que? Quase nas palavras dela: "Não importa com quem andou ou o que fez, isso não vai diminuir meu amor por você. Eu vou te amar de qualquer jeito". Não, não estou dizendo para trair, jovem ocioso que vem ler meu blog, ou perdoar traição [algo imperdoável para mim], mas para pensar nessas palavras e no teor verídico delas.
O amor é maior do que tudo e nós jogamos com ele e ao redor dele por toda nossas miseráveis vidas. Lembrei agora de Hitch quando o moço gordinho e desengonçado que não lembro o nome disse uma das frases mais marcantes da minha vida: "Eu esperei a vida toda para me sentir miserável [acho que é isso em português]".
O amor nos leva do fundo do poço ao topo do Everest e não adianta fugir dele ou negá-lo. Quem me conhece sabe que tentei negar todos os tipos de amores da minha vida por muito tempo [20 anos XD], mas conviver com o tema 'meça sua vida em amor' [do musical RENT] diariamente me fez abrir os olhos para verdade [a minha verdade]. Eu posso ser durona, mas são os mais durões que guardam os mais belos corações.
Obrigada Lulu, Benítez, Rent, Hitch e Neil Gaiman pela inspiração para o blog e saibam de antemão qeu não, meu coração não é de gelo.

W.A.M.




2 comentários:

Camiℓa Oℓiveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Camiℓa Oℓiveira disse...

Acho que é o medo de demonstrar o amor, de se mostrar mais humano, exposto e frágil que faz as pessoas fingirem não amar. Mas mal sabem elas que, se assumissem tal sentimento, se sentiriam mais leves e eu ousaria dizer, mais felizes. ;)~

É muito bom ouvir alguém dizendo que a ama, mas muito melhor é dizer.