sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Jornalismo e eu



Hoje fui assistir a um filme no cinema, "Marley e eu", mesmo não querendo, mas não me arrenpendi. O filme é emocionante e muito engraçado, tudo na medida [recomendado].

Entretanto um enredo do filme me deixou refletindo sobre minha própria vida [SPOILER!!! E não foi a parte na qual Marley incha e depois morre que me remete a como meu cão morreu ano passado]. O filme se passa ao redor de uma família, na qual pai e mãe são jornalistas.
Ela é uma jornalista super bem-sucedida que com artigos mais atualizados do que os do marido, consegue grandes espaços no jornal da cidade, mas tem que deixar o emprego com a chegada do segundo filho. É... se o filme deixa com vontade de ter filhos em algumas partes, nessa ele realmente me pegou abominando a idéia.
O pai é um jornalista que ainda não havia conseguido um bom sucesso profissional até que os filhos chegaram e ele teve de aceitar o emprego de colunista, no qual ele ganharia mais, mas não faria o que gosta mesmo que é reportagem.
Bom, até aí tudo bem, afinal esse tipo de impasse pode acontecer na vida de qualquer um e não precisa ser jornalista, mas depois que veio a questão que tanto me pegou.
Ele não era bem sucedido como repórter e, ao começar a escrever sobre o cotidiano, a carreira alavancou. Isso mesmo! Quando começou a escrever suas colunas do mesmo jeito que faço aqui, sobre suas experiências [claro que não tão mal quanto eu] ele realmente se deu bem. Mais dinheiro e menos felicidade. E com recorrência no filme o amigo dele, repórter e solteiro [outro ponto que comecei a ver ser fundamental para jornalistas e eu to no caminho], fala das suas matérias emocionantes, coisa que, venhamos e convenhamos, 90% dos jornalistas querem [pelo menos eu, meus olhos piscaram quando ele falou sobre matérias como com o Pablo Escobar, por exemplo] e o pobre colunista ficava ali, bem-sucedido, com mais grana, mas menos feliz.
Mas sabe o que aconteceu? Ele voltou a ser repórter em outra cidade e foi procurar a felicidade, mas não achou. Não obteve sucesso como repórter [o mesmo insucesso que tinha antes] e resolveu voltar a escrever colunas. As colunas sobre sua vida, seu cão, sua mulher, mas principalmente seu cão que era apaixonante. Histórias engraçadas e únicas.

Bom, sem mais palavras o que me fez divagar foi:

Por que escolhi essa profissão que paga mal, que faz trabalhar que nem condenado e que tira tudo de você?
Bom, a resposta veio quase automaticamente. Está numa mistura fundamental entre o que os dois amigos e a protagonista tinham: Sucesso [dela], emoção [do amigo] e escrever sobre assuntos que goste [dele].
Isso tão cedo não será possível, afinal se começa de baixo, mas eu tenho sonhos ainda. Sonho em escrever sobre ataques terroristas e ver a faixa de gaza de perto, cobrir uma guerra, delatar, desbravar, escrever sobre a cultura chinesa, quem sabe.
Emoção. Esse é meu sonho jornalístico.

W.A.M.

2 comentários:

Aline Farias disse...

Desde antes de viajar que eu e o Ti combinamos de ver esse filme.
Já tava com vontade de assistir, ainda mais agora.
Já li e tenho o livro. Querendo...
Bjs

Camiℓa Oℓiveira disse...

Não assisti ao filme, mas quanto a parte do porquê escolher jornalismo se, desde o primeiro dia de aula na faculdade, os professores já deixam os alunos cientes de que não atingiram a riqueza, tenho a convicção de que, embora não receba um alto retorno financeiro, só em sentir satisfação em estar na profissão desejada, traz todo o retorno necessário pelos esforços.