Ano passado o primeiro post do ano foi sobre minhas resoluções. Foi o primeiro ano no qual fiz isso e cheguei ao fim dele vendo que quase nenhuma foi cumprida. Bom, não posso desistir de ter desejos para este ano que se inicia, afinal desistir de sonhos e vontades seria desistir de mim mesma. Então, aqui vai [algumas só eu vou entender;)]:
1 - Crescer como atriz
2 - Fazer mais peças pro .COM
3 - Trocar de estágio
4 - Lembrar que eu faço jornalismo e não só teatro u.u
5 - Viajar mais
6 - Intercâmbio
7 - Medir mais minha sinceridade
8 - Melhorar meu jeito de falar com os outros
9 - Continuar ruiva
10 - Comprar um Baby Lizz
11 - Continuar meus cursos de italiano, francês e espanhol
12 - Tornar meu inglês mais fluente
13 - Cuidar de verdade da minha saúde
14 - Ficar gostosa -.-
15 – Não perder contato com os amigos que estarão longe
16 - Sair mais com meus old friends
17 - Ler mais
18 - Escrever mais
19 - Decidir um tema para monografar
20 - Tirar 10 na minha monografia
21 - Decidir minha vida
22 - Ser feliz
23 – Poupar dinheiro
24 - Conversar mais com minha mãe
25 - Ir mais à casa do meu avô
26 - Mudar o visual
27 - Encontrar mais tempo pra mim mesma e viver menos pros trabalhos
28 - Ao mesmo tempo, trabalhar o bastante para construir um bom futuro
29 - Conhecer gente nova
30 - Ajudar quem precisa de mim seja lá como for
31 - Dar o ombro aos amigos
32 - Cuidar da voz
33 - Ter com quem dançar na formatura XD
34 - Aumentar minha média global
35 - Fazer valer o dinheiro que minha família investiu na minha formação
36 - Muito dinheiro no bolso
37 - Saúde pra dar e vender
38 - Colocar silicone =x
39 - Assistir mais filmes
40 - Sair mais
41 - Aprender a andar de bicicleta [alguém me ensina? =~~]
42 - Visitar Cascavel e Itapipoca
43 - Comer menos chocolates
44 – Aprender muito com outrem
45 - Ensinar algo a alguém
46 - Passar muito amor às pessoas
47 - Me conhecer melhor
48 - Mostrar pela minha cara e ações o que meu coração realmente é
49 – Voltar a ser em 2010 o que a Wânyffer sempre foi
50 – Não ter medo de sentimentos
51 – Fazer pelo menos uma pessoa feliz
52 – Conservar os amigos lindos que fiz em 2009, principalmente 2 em especial
53 – Estar na estréia de Alice, Nine e Harry Potter, além de outros
54 – Desabafar menos
55 - Amar mais
56 – Viver com intensidade
Quanta coisa não é mesmo? MUITA! Espero de verdade fazer tudo isso e o que está implícito nisso, mas a minha maior resolução para 2010 é:
W.A.M.
Aquela garota detestava o mês de dezembro e aquilo estava escrito no rosto dela, nas atitudes dela, principalmente nos olhos. Não que não gostasse de ter nascido naquele mês, na verdade não teria escolhido outro, mas não lhe trazia boas lembranças.
Como se não bastasse as más lembranças dos aniversários, das pessoas trancadas em um quarto da casa para não ter que encará-la quando completava suas primaveras, foi também em dezembro que sua vida faleceu. A vida que cuidou dela quando era um bebê e que há muito era cuidada por ela, tomava banho pelas mãos dela, e também há muito nem sabia que ela era sua neta. Foi em dezembro que a sua vida se foi sem nem lembrar quem ela era. Só lembrava que não era feliz quando voltava à lucidez em momentos raros nos quais se desprendia da época longínqua na qual a doença lhe prendeu. Sua vida era fraca, não se segurava nas próprias pernas, mas com certeza não havia perdido a sinceridade do olhar. Era de família falar com os olhos. E ela se foi uma semana depois do nascimento da menina e uma semana antes do natal.
E o natal... não costumava ser tão ruim, mas lá estava ela. Entre uma família que se odiava e pessoas que amava. Olhou para a cadeira ao lado e ela estava vazia. Ela olhava e via os fantasmas dos natais passados, a cadeira vazia involuntariamente há 4 anos e a cadeira recém vazia, porque não cabia mais ali.
O calor daquele mês a sufocava, mas ele tinha sua mágica. Ele a aproximava daquela outra mulher que ela nem mesmo sabia como ainda se aguentava nas pernas, mas sabia que tinha um coração como nenhum outro já feito por Deus. Um coração tocado por Midas e intocado pela maldade humana. E ela sonhava um dia poder ser que nem aquela mulher, ou como aquela outra que falecera há quatro anos... e via que o aquele mês não era tão ruim, pois foi nele que ela dera o maior presente que sua mãe já houvera ganho na vida: a sua própria vida. E, somente por isso, ela fazia questão de viver muitos dezembros mais.
Sua vida não havia ido embora em dezembro, ela havia chegado e dado força para superar os outros onze meses do ano.
W.A.M.
Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio. - Caio Fernando Abreu

