sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Direto do sombrio túnel do tempo

Eu nem acredito que estou realmente fazendo este post, mas, continuando o post de ontem e minha nostalgia, aqui vão alguns textos que fiz na minha adolescência Byroniana. Todos de um caderno de quando tinha 15/16 anos e claro que não estão todos aqui e eu nem teria coragem de mostrá-los a você. Sinceramente, relendo tudo isso aqui, fico feliz que hoje apenas admiro Poe, Byron, Baudelaire, Dos Anjos e derivados e não os vivo hehehe.
Aqui vão, essa era [creio que ainda tem muito de
mim aqui] eu:


Eu sou apenas uma garota de dezesseis. Para alguém de minha idade pareço atenciosa e cortês. Não me importo em viver com meus pais, Decerto preferia partilhar a casa com morcegos e vermes tumbais. Ali eu poderia viver em paz e andar por becos escuros só e atormentada.

Eu sou até agradável com você, mas imagino mergulha-lo (a) em cera, para expor no museu. Queria ter um cachorro e transforma-lo num terrível zumbi, para que pudéssemos procurar vítimas no nevoeiro de Londres.

No entanto, meus pensamentos não são só compostos por crimes edificantes, gosto de desenhar, escrever e ler para passar o tempo, mas enquanto os outros lêem livros como “O Alquimista”, meu autor preferido é Edgar Allan Poe.

Uma noite quando lia um de seus contos espantosos, li uma passagem que me fez empalidecer, uma notícia tão má que não podia agüentar, meu amor tinha sido enterrado vivo! Cavei sua tumba para verificar se estava morto, inconsciente de que a tumba era o jardim de minha mãe. Sozinha passo os dias em meu quarto aquela torre infernal, aonde fui setenciada a passar o resto da minha vida sozinha, só e enlouquecendo na prisão.

[Texto bizarro inspirado na animação 'Vincent' do Tim Burton]

.

Pedaços de mim

Me olho no espelho
procurando o q se perdeu
meu semblante está sem vida
me pergunto como isso aconteceu

Onde foi deixada aquela menina de olhos brilhantes
Ela se perdeu no passado
junto com a alma pura
perdida em pecado

Minha imagem agora é um reflexo de decadência
Reflete a angústia de minha'lma
Atrás de um sorriso dissimulado
e um comportamento adestrado

Procuro a mulher e encontro a menina
Procuro a menina e encontro a mulher
Quem na verdade sou?

Pedaços de espelho espalhados no chão
Reflexos da minha vida
Pedaços de meu coração

.

LISTEN TO THE RAIN

Rain falls outside
Floading my past
Of memories I wish i didnt have
Each raindrop is a whisper
That tells a story
We need to
hear
The story of the begin of the times
They come from the sky
To soothe our wounds and struggle

Peep the rain
It says much more than you think
Its a natures miracle
Lighting up the sadows of my life
Listen to the rain

In the flood
My past come to haunt me
And bring my flaw
s back
Getting in a botton hole
Can you see how far the water runs?
The raindrops fall into the sewer
With my old ghodts
That chased me all my life

Peep the rain
It says much more than you think
Its a natures miracle
Lighting up the shadows of my life
Listen to the ra
in

When the rain stops and the sky is clean I can wipe my mistakes And dress my shroud My wounds are healed And i still can listen to the rain


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PARANÓIA

Ouço choros altos
São meus monstros me chamando
Quero gritar para liberta-los
Não tenho voz
Me faço secundária de mim mesma
Quero berrar para espantar a dor
O desespero é mais forte
Sinto-me afogando na correnteza de meus erros
Enquanto meus monstros se afogam em um mar de lágrimas
Libertem-me do que me tornei
Segurem-me,estou caindo
Sinto-me um grande nada
Meus monstros não choram mais...Berram!
Algo está errado
Um abismo me separa da sanidade
Lá embaixo o calor do fogo clama por meu nome
Meus monstros querem pular
Salve-me de mim mesma
O fogo me consome
Tarde demais


W.A.M.


Um comentário:

Camiℓa Oℓiveira disse...

foi você que fez todos esses textos? Gostei muito do "Pedaços de mim"!!!