terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Viva!

Essa nota de hoje é apenas para confirmar o acontecimento de um dos oscars mais justos em anos.
Viva Kate Winslet! Depois de 6 indicações, ela merecia demais. Nãos ei comoa quela mulher não tem 6 oscars.
Viva Sean Penn! Sem mais palavras: ele é o Sean Penn!
Viva Penélope Cruz! Levou o filme de Allen nas costas.
Mas, mais que qualquer coisa viva a 2:
Viva Slamdog Milionaire!!! Afinal de contas, no fim, não é preciso ser mili0onário.
Mas o meu maior viva é de Heath Ledger. Quando ouvi o anúncio eu pulei da cadeira, gritei e me emocionei de verdade. Se não me engano a academia só havia dado um oscar póstumo em sua história, mas dessa vez não houve jeito. Heath era um gênio em ascensão e esse seria apenas o primeiro de muitos oscars. Bom... foi o único, mas fica a certeza que ninguém nunca fará um coringa como ele. Acho que nem o Johnny Depp.

Até que enfim justiça na academia.
Ah! Para O curioso caso de benjamin button... Ganhou foi oscar demais. =x

W.A.M.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

...

Entre devaneios e turvas visões da realidade, eu escrevo. Escrevo, porque a mão inquieta anseia por fazer desenhos do que sou e do que espero ser. Escrevo, porque o meu coração é envolto por duro gelo, mas por dentro ele queima, bate em um furacão de sentimentos e sente além do que o corpo pode passar. Escrevo para libertar-me do frio e mergulhar de vez na beleza da escuridão que não me dá certezas, mas me dá as dúvidas que construirão a intensidade de uma vida.

W.A.M.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Como os nossos pais

Aquele sentimento dentro que não quer sair ou, simplesmente, a falta de sentimento.

Conversando com um amigo parecido comigo, nos demos conta que devemos mudar antes que viremos nossos pais e percamos nossa sensibilidade.

O simples gesto de fazer um carinho ou recebê-lo dá uma angústia que, em ambos, se manifesta na "boca" do estômago e trava. Impede. Condiciona a fecharmo-nos.

Meu pai um dia disse-me: "eu já fui muito sentimental, mas a vida me fez endurecer". Palavras que nunca esqueci e parecem uma profecia, uma herança.

Eu estou no constante exercício de superar a mim mesma [nisso eu sempre estive, mas dessa vez, falo sentimentalmente] e desde o final do ano passado resolvi dizer às pessoas que são importantes para mim e conheci outras e tento, com elas, desvencilhar-me da angústia estomacal que me acomete. Seja por blog/orkut, seja pessoalmente. Um simples abraço e um 'gosto de você' são mais desafiadores do que parece.

Eu sempre valorizei muito mais um 'eu te amo' ou um 'gosto de você' ditos esporádicamente, ou quase nunca, mas com sentimento. Que graça há no amor declarado ao final de um telefonema? Esse eu te amo que tomou o lugar do tchau, do oi, do silêncio. Antes o silêncio sincero a palavras vazias ditas para preenchê-lo. Antes um abraço cheio de saudade ao convencional.

Isso não quer dizer que quando declare o quanto gosto de alguém esteja simplesmente lutando contra mim, mas quando digo eu realmente sinto. Muito menos quer dizer que seja vazia de sentimentos, mas sou travada quanto a eles.

Sim, sou uma pessoa intensa e aventureira, amo demasiadamente, antes de tudo, a vida. Eu sou só uma capa durona debaixo da qual esconde-se um coração mole que luta para mostrar-se a cada dia. Bom... preciso de ajuda para isso.


W.A.M.

Antes que o dia termine...

Aproveitar o tempo e as pessoas que você ama deveria ser o décimo primeiro mandamento, mas não escrito em tábua de madeira, mas cravado a ferro e fogo em nós para não esquecermos.
Há muitas pessoas convivendo conosco todos os dias e, muitas delas, convivem em nosso coração também, mas não damos o valor devido. Mal damos bom dia, não perguntamos como estão, às vezes só vemos essa pessoa de manhã e de noite e com o dia corrido, nem falamos.
Existem pessoas que a certeza é tão grande de que nos amam e que sempre nos apoiarão, que esquecemos que elas não estarão pra sempre em nossas vidas e só valorizamos quando sabemos que vamos perdê-las.
Valorizar as pessoas mais importantes de nossas vidas é ratificar a certeza que estarão conosco e viveremos cada momento juntas, sem esquecer do valor das que não aparentam ter muita importância, mas que poderão um dia ser especiais.
Se você não está fazendo isso, ore para não perder os queridos sem despedir-se, porque a dor da perda é grande, mas aliada à dor da consciência, é insuportável.
Eu já estou orando.

W.A.M.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tempo é ouro e somos tão pobres.

O tempo...
O tempo de prende, te corrói, te esvazia, te consome.
O tempo tão almejado e tão raro.
Tempo pra sair, para se cuidar, para praticar esportes, para praticar o ócio.
Gente que não tem tempo de ter tempo.
O tempo que foge por entre os dedos. O tempo que te causa tantos medos.
Tempo para sorrir, para dar uma gargalhada frouxa, para chorar pela falta de tempo para sorrir.
Dê tempo ao tempo, um dia ele vem. Enquanto isso passa o tempo e suas marcas aparecem.
Marcas do tempo cravadas na pele, no cenho, na voz. Marcadas no espírito que não teve tempo de sorrir.
Ah! O tempo! O que de nós seria sem a falta dele.
Tempo é ouro e somos tão pobres.

W.A.M.

sábado, 31 de janeiro de 2009

1 bala no cérebro do sistema de saúde brasileiro, por favor

Uma criança entra em casa chorando, a cabeça sangrando, sem entender nada como é comum para qualquer menino de três anos.
Os pais o levam no hospital público, aonde eles não teriam de pagar para o atendimento, afinal eles não são bem providos de grana; pois bem, depois de algumas horas o guri é mandado de volta à casa, afinal ele "deve ter levado apenas uma pedrada" ou algo assim.
As dores de cabeça continuam e os pais resolvem pagar uma consulta particular. A criança só podia mesmo estar com muito dor: uma bala estava alojada em seu cérebro e foi atirada lá pelo seu tio que agora responde a porte ilegal de armas e homicídio [se não me engano].
1- Não sei ainda se foi querendo ou não, mas de qualquer jeito o tio merece arcar coma s consequências, afinal como manipula uma arma perto de uma criança?
2 - A questão não é nem o porte de arma ou a irresponsabilidade do tio, mas a irresponsabilidade e descaso do primeiro hospital ao qual o garoto foi levado. Belo espelho da saúde pública brasileira.
Ainda bem que a criança foi forte e deu uma mãozinha para obrar o próprio milagre. Ele já recebeu alta e está bem. Entretanto, é bom lembrar que essa sorte é rara e que é necessária um sistema hospitalar público realmente eficiente. A próxima vítima pode ser fatal.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Yes he can!

O assunto do mês tem um nome: Barach Hussein Obama.

Sim, é esse o nome do atual presidente dos Estados Unidos da América [como se a América fosse deles ¬¬]. Esse nome não lhe lembra nada? Barach Hussein [um certo ditador deposto pelo governo estadunidense] Obama [lembra o nome do terror de 11 de setembro e dos próximos 30 anos]. Irônico? Não, não! Irônico seria se George Bush tivesse esse nome.

Obama, como diriam meus amigos do gueto [e eu mesma], já chegou chegando. E chegou com uma carga de oito anos de decadência em cima dos ombros. Chegou com o peso de reerguer a considerada mais poderosa nação do mundo e ainda, de resolver os problemas das outras nações [lembrete aos outros países: ele primeiro tem de resolver os problemas de casa e essa faxina pode demorar...].

Analisando os últimos anos americanos, cheguei a conclusão de que o povo do USA [ele usa você também?] é burro, mas tem salvação. Após anos de estabilidade econômica, financeira e de superávits no governo democrata de Bill Clinton [que a despeito dos casos extra-conjugais levantou o seu país], o povo americano escolhe o filho de outro trapalhão, ninguém menos que George Bush Jr. que com sua política neoliberal de governo republicano e de burradas maiores do que o país pôde suportar, deixa o poder com duas guerras, uma recessão e muitas tentativas frustradas de matar um tal Obama... quer dizer... Osama . Parabéns, povo americano, vocês pediram. A América para os americanos, não é? Fico imaginando como seria se em vez da mente brilhante aí, tivessem escolhido Al Gore para a presidência... Bom, mas eles demonstraram que não são um caso perdido e optaram por mais um democrata.

E agora? Será que eles acham que Obama vai entrar na casa branca, soltar purpurina e tudo vai voltar ao normal? Esses americanos precisam parar de ir à Disney e entender que a Sininho não existe. Faith, trust and pixie dust isn’t all you need at all! O primeiro presidente negro tem muito trabalho duro a fazer. Tem que varrer a casa verdadeiramente e tirar aquela poeira debaixo do tapete. Ele já começou. Desfez algumas medidas tolas do tolo governo do Bush, mas pode levar anos até a economia do país estabilizar-se e até os efeitos da guerra se esvaírem.

É muito peso para um homem só e eu o admiro por isso. Admiro esse homem que está dando a cara negra [aposto que a ku klux klan não votou nele] a tapa para devolver o american way of life aos seus conterrâneos.

Que maior ironia do que, em um país preconceituoso e rico, o seu messias ser um negro keniano? Avante, Obama! A América é de um Africano.

Nota mental: Mesmo assim não me espantaria se na próxima eleição, em vez de escolherem a senhora Clinton, por exemplo [ou mesmo Michelle Obama, porque não?], os estadunidenses escolhessem Bush Neto [tem um Bush neto? Espero que não!].


Nota mental 2: Alguém concorda que a melhor parte do governo Bush tem relação com um par de sapatos iraquianos? =x


Gráfico para descontrair ;]



W.A.M.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Conversar está fora de moda

Conversa. Diálogo. Confabular. Bate-papo. Discussão. Pôs os pingos nos is. Falar a outrem.
Algo tão simples e tão fácil, contudo tão aterrorizante que alguns teimam em buscar subterfúgios para fugir de uma simpels conversa. São poucos os que ainda gostam de conversar claramente sobre algo mais do que seus feitos memoráveis ou os acontecimentos engraçados da vida. São menos ainda os que não buscam evasivas chinfrins.
Ser transparente é algo que assusta, afinal todos estamos acostumados com inverdades ou meias-respostas. A transparência de uns deixa débeis os outros que temem ver o outro lado do próximo, pois não querem que os 'uns' vejam o lado que esconde-se a 7 chaves e um segredo no seu cofre particular de carne e osso.
Seria tão mais fácil se conversas fluíssem como fluem as águas de um rio. Não precisa secar, muito menos precisam da força e rebeldia de uma pororoca. Apenas uma conversa tépida e traquila [já sem o trema] levando os maus-entendidos, ou simplesmente aquelas conversas que dão intimidade a outrem e que acalentam uma amizade.
Em termo de conversas minha vida está secando e ficando desinteressante, antes uma pororoca.

W.A.M.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A mais verdadeira amizade



Uma vez eu provoquei uma certa polêmica ao afirmar que mulheres são dissimuladas e homens mais confiáveis. Inclusive, ontem mesmo escrevi isso neste blog e uma amiga se opôs. Bom, não retiro o que disse, meu histórico não deixaria.

É só olhar para trás e ver todas as pessoas em quem confiei, protegi, que me estenderam a mão. Quase todos homens. Homens com suas amizades sinceras e sem pedir nada em troca além de um bom abraço e companhia. Homens que me escutaram, fizeram-me rir e choraram comigo. Homens que protegi, amei, impliquei e abracei.

Talvez a minha empatia incrível com amigos homens não seja por acaso. Talvez meu instinto protetor prevaleça e eles despertem em mim uma vontade de abraçar e protegê-los. Ou ainda possa ser eu aquela que precisa de proteção e só a ache nos braços fortes de amigos do sexo masculino.

Você já parou pra pensar com quem você se sente mais a vontade? Eu olho pros lados e vejo mulheres fúteis e quando não, fofoqueiras, dissimuladas, venenosas, talvez eu até o seja também, mas ao redor dos meus meninos, segurando suas mãos, eu me sinto a Wânyffer que nunca cresceu, mas que quando ele precisarem vai crescer para ajudá-los. Sinto-me livre e desempedida. Sei que ao lado de um dos meus meninos ninguém pode me ferir e eu posso ser eu, eu assim, verborrágica, brincalhona, elétrica, sincera, sarcástica, criança.

Talvez a empatia que me acomete quando encontro amigos mesmo [e geralmente sou má interpretada] seja porque sou um deles. Sou um moleque vadio que ainda brinca de bola e vídeo-game, que vê desenhos e fala a verdade. Você mulher a ler pode estar aterrorizada pensando: “Homens não prestam”! Todavia não falo de homens no seu sentido, falo de amigos corajosos o bastante para se deixarem levar por mim, me amarem e deixarem que eu os abrace intensamente sem pensar em mais nada.

A todo canto que vou eu encontro amigos homens, mas não é questão de escolha, é questão de empatia e eu fico grata por isso.

[Por falar nisso, ontem foi aniversário do meu melhor amigo e eu sei que ele lê minhas besteiras. Parabéns, bebezão!].

W.A.M.

Oh show us the way to the next wisky bar

Antagonismo. Oposição. Incompatibilidade. Contradição. Antítese.
É isso que sou.

Quando rio nem sempre estou rindo.
Com quem mais implico é quem mais gosto.
Quando eu digo sim, geralmente é não.
Quando eu digo não, é... talvez quase sempre seja não.
Prefiro amizade de homens.
Prefiro preto ao rosa.
Prefiro bons amigos a namorados.
Quando eu choro geralmente é de felicidade.
Quando eu grito, também.
Quando eu falo normalmente, é por raiva.

Nada disso é porque eu quero.
Eu rio sim, pra que chorar?
Eu implico sim! Quem implica se importa.
É sempre mais fácil de dizer, não é?
Mulheres são traiçoeiras. Homens também, mas só se você for mais que amiga, senão, eles são incríveis.
Preto é sempre melhor.
Namorados passam, amigos espera-se que não.
Minha emoção é externada de maneiras estranhas, mas pelo menos as tenho.

Em um dia de notícias ruins e lembranças piores, quando amigos estão longe... ouvir a voz do melhor amigo, ver uma peça, ser lembrada por três pessoas queridas, ganhar um presentinho significativo de um amigo fazem a diferença mesmo que o dia termine triste para uma pessoa feliz.

W.A.M.