segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Really really bad

If you could only read my mind
You would know that things between us
Ain't right
I know your arms are open wide
But you're a little on the straight side
I can't lie

Your one vice
Is you're too nice
Come around now can't you see

I want you
All tattooed
I want you bad

Complete me
Mistreat me
I want you to be bad bad bad bad bad

If you could only read my mind
You would know that I've been waiting
So long
For someone almost just like you
But with attitude, I'm waiting So come on

Get out of clothes time
Grow out those highlights
Come around now can't you see

I want you
In a vinyl suit
I want you bad

Complicated
X-rated
I want you bad bad bad bad bad... bad

Don't get me wrong
I know you're only being good
But that's what's wrong
I guess I just misunderstood

I want you
All tattooed
I want you bad

Complicated
X- rated
I want you bad

I mean it
I need it
I want you bad bad bad bad bad...bad
really really bad

W.A.M.


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A verdadeira autoridade

Ao colocar o primeiro pé dentro da Fanor, fiquei abismada. Uma estrutura razoavelmente grande que, além das arquibancadas de concreto, dispunha de dezenas e dezenas de cadeiras dispostas a céu aberto, enfileiradas em frente a um palco com uma confortável poltrona e água em uma taça de cristal.
Virada para o palco havia uma iluminação que muita banda cearense nunca teve em seus shows. Câmeras de TV, fotográficas e muitos jornalistas empunhando microfones e canetas, armados para o grande acontecimento.
"Nossa!" - pensei eu - "Isso é digno de um astro de Hollywood, porque não? Será que é o Tom cruise que virá?". Esse pensamento mal me ocorreu e eu já me apressava para a primeira fila (a terceira fila, na verdade, as duas primeiras eram reservadas), afinal, quem dispondo de uma sã consciência, perderia a oportunidade de ver o astro de Top Gun tão de perto?
_ Eu acho que o Caco vai descer por ali e vai fazer uma dancinha!
_ Ah, não! Ele vai sair de trás de um biombo!
"Caco? Que Caco?" pensei eu. Bom, isso, com certeza, não é nome de uma galã de hollywood. Ignorando o antagonismo do nome em relação à personalidade que eu esperava e declarando a insanidade das garotas que faziam tais comentários, continuei ali, na terceira fileira, sedenta por ao menos uma piscadela do Último Samurai.
_ Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!! - Algumas meninas gritam na platéia. Logo me adianto para enxergar o motivo de tanta euforia, mas a legião de perseverantes jornalistas se aglomerou em volta dele sem dar espaço para uma investigação concreta. Preferi esperar sentada o anúncio de meu ídolo.
_ Caco, a aula é sua!
Por que mesmo insistiam em chamá-lo de Caco se ela não era um? Foi o que me ocorreu na hora, mas a resposta veio em seguida.
Pé direito no palco, com pisadas fortes e passadas seguras como poucas vezes presenciei na vida. As mãos seguraram o microfone com uma afinidade sem tamanho. Ali, parado, com o quadril quebrado pro lado e peitoral aberto, estava ele. Bom... não era bem quem eu esperava.
A postura era elegante, a curva do nariz era quase a mesma que tanto estudei em Minority Report, mas não era ele. Talvez a beleza dos olhos de safira pudessem enganar-me, mas não, não era ele. Entretanto, não me decepcionei. Com mais charme e mais sabedoria do que qualquer grande galã de Hollywwod, estava ali, na minha frente: Caco Barcellos.
Do alto da autoridade de seus 33 anos de jornalismo, aquele ex-taxista, filho de dois semi-analfabetos, que admirei desde a adolescência, me ensinava que eu sou a autoridade. E me ensinava muito mais. Ele resgatou em mim a sede que eu tinha nos primeiros semestres e que, talvez, não estivesse mais tão viva em mim. Resgatou a sede pelo jornalismo investigativo e pela perseverança.
Tom Cruise não veio esta noite. Ali estava um homem comum. Um simples jornalista que não trabalha pela fama, mas batalha por pessoas como o Sidney, um engraxate que esteve prestes a ser morto pela tropa de elite paulista, ou como eu, estudante de jornalismo e moradora da periferia fortalezense.
Aquelas arquibancadas de concreto e as dezenas de cadeiras permaneceram lotadas por duas horas de contação de histórias no melhor estilo stand-up comedy. E não era o Tom Cruise. Era um ex-taxista.Era a verdadeira autoridade.

W.A.M.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sem medidas para viver


Promessas. Simpatias. Mandingas. Calcinha vermelha. Roupa branca. Beijo à meia-noite.

Pensamentos no ano que está chegando e ao ano que está passando resta o esquecimento.

525 600 minutos se passaram e o que foi feito de nossas vidas?

As pessoas estão pensando em como será o carnaval, mas eu sei que eu posso não viver até lá e aqueles podem ser os últimos 525 600 minutos da minha vida.

Como medir um ano? Como medir o amor que nos é dado e não cobrado?

Como medir um dia na praia com os amigos, uma festinha no apartamento ou um abraço sincero?

Como medir sorrisos e olhares, confusões e emoções?

Como medir aquela viagem que deveria ter sido só de ida, aquela piscina, aquele nascer do sol?

Como medir fraternidade, xingamentos, brigas, lágrimas e reconciliações?

Como medir confissões, entregas, cuidados e carinhos?

Como medir empatia, compatibilidade, respeito e amor?

Como medir aprender a falar pelo olhar?

Como medir aquela carona às 3 da manhã, aquele cuidado quando não se sente bem ou aquela voz que acalma?

Como medir ser livre entre diferentes?

Como medir ser diferente e ser igual?

Como medir a mão que nos é estendida?

Como medir o próprio coração?

Como medir o tempo que pára quando se é feliz?

Estações vêm e vão.

O verão dá vida aos sentimentos. O inverno os rega. Na primavera eles brotam e colorem nossas vidas. No outono eles são levados pela brisa.

Medir a vida em amor é mais do que isso. É ter a certeza de que os sentimentos florescerão por uma vida inteira. É saber que nada foi em vão. Que os frutos germinam em qualquer época, pois só há uma estação.

Um estação sem medida para quem não tem medida para viver.

"Meça em amooooor"


W.A.M.


terça-feira, 11 de novembro de 2008

Parem o mundo! Eu quero descer!!!!!!!!!!!!

_ Ei, Wânyffer! Ele disse que vai deixar o cabelo crescer e ficar que nem o teu!
_ É? Legal!!
_ Depois que ele viu essa tua peça aí, ele nunca mais foi o mesmo. Se revelou lá.
_ Que bom que serviu pra algo, né?
_ É... Só quem vai ver esse tipo de peça aí é quem é ou gosta.
_ E só quem faz esse tipo de comentário são ignorantes e preconceituosos.
_ [silêncio] Sou preconceituoso mesmo, ó!
Bom, pelo menos ele admite. Porém isso não melhora meu sentimento de nojo de pessoas que mesmo sabendo serem ignorantes [ou não sabendo], teimam em insistir em tais ridículos conceitos pré-formulados por uma criação dada por pais de mente fechada.
De que adianta ensinar aos filhos o que acreditamos e achamos ser correto???!!
Devemos ensinar os vários caminhos que levam a finais diferentes para que eles escolham e formulem suas próprias verdades. Malditas crenças que nos prendem por correntes imaginárias, porém fortes, em uma escura caverna, de onde só enxerga-se vultos que pensamos serem reais.
Quando libertarmos nossas mentes veremos que não há correntes prendendo nossos corpos e sairemos da caverna, descobrindo assim, de quem verdadeiramente são as sombras e consequentemente, estaremos mais perto de nos auto-descobrir.

O comentário de hoje foi as pessoas terem visto RENT e talvez estarem achando que sou de fato lésbica, mas como eu disse: "E porque vou me indignar com isso? Isso é algum xingamento?". Não, não é.

_ Quando eu tava filmando aqui e vi aqueles dois caras se beijando deu vontade de dar um tapa tão grande! Mas as meninas, né... [sorriso malicioso]

E essa é a sociedade em que eu vivo que só me faz questionar: Por que mesmo as pessoas põem crianças no mundo?

-> foto escolhida por ser a do momento que causou a ridícula discussão <-
W.A.M.


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eu sou o sentimento de vivacidade do Jack


Sair de casa após uma briga. Passar dias sem falar com um amigo. Não dizer o que sente por medo de arriscar. Aquela viagem que você adia há tanto tempo. O amigo que você há eras não visita. Seguir a profissão errada por dinheiro. Não experimentar. Pudor. Brigas por pequenas coisas. Não falar com o outro...
A violência causa 800 mil mortes por ano [segundo a ONU]. O suicídio causa um milhão. Uma pequena coisa como alimento contaminado causa 1,8 milhão de mortes. E por motivos supérfluos e mínimos nós podemos perder a oportunidade única que a vida nos dá de VIVER. Afinal, pode não haver um amanhã.

W.A.M.

domingo, 9 de novembro de 2008

O saco de Machado

Machado de Assis, do alto da sua autoridade literária, contaminava a todos com suas palavras rebuscadas e vocabulário perfeito. Enquanto líamos sobre a morte do livreiro Garnier, tínhamos uma overdose de conhecimento.

Ah! Pobre Garnier. Mas algo atrapalhava a leitura daquela manhã, um barulho desconhecido e não muito comum em salas de aula. Morte me lembra preto e falando em preto, um objeto negro nos fez retornar do mergulho em Machado, surpreendeu alguns e enfureceu outros. No meio da leitura uma sombra irrompe dentre nós e se aproxima do saco preto que voava preso ao cesto de lixo. Nosso forte e temido companheiro Rafael resolveu salvar-nos da sombra negra e ruidosa, e com habilidade, travou uma luta mortal com ele até deixar o cruel adversário caído no chão [bem que aqueles anos jogando Mortal Kombat lhe serviram de algo].

Voltando à atividade normal, confesso que não consegui parar de pensar “por que tamanha revolta com um saco de lixo?”, bem Machado me esperava e esperava no cemitério São João Batista em um lindo cenário de bonecas de mármore. Mas falando em cemitério. Cemitério lembra morte. Morte lembra preto. E o preto saco não se rendeu à primeira tentativa frustrada de Rafael. Continuava seus sussurros recorrentes atrás da porta lutando para se soltar. Quando percebeu que seu colega estava em perigo, o cesto olhou para um lado, olhou para o outro, viu que o bravo Rafael já estava deleitando-se com Machado e tentou ajudar o pobre saco, mas tombou para o lado em uma tentativa frustrada. E mais uma vez a aula parou. Vinte pessoas observando um cesto desmaiado e um saco sufocado e, embora nossa humanidade nos mandasse ir ajudar os dois, todos se conteram, pois as crianças que corriam no cemitério esperavam para continuar a viagem.

Silêncio total com espaço apenas para a voz dos alunos que agora discutiam Garnier. “Os obituários da época foram muito usados como crônicas literárias”. Obituário lembra morte. Morte lembra preto. Falando em preto... Em uma tentativa desesperada, o saco correu pela sala até achar o centro exato da discussão. Enquanto todos o olhavam incrédulos, o saco se contorcia tentando murmurar algo. Tudo que ele queria dizer era que ele conheceu Machado e esteve no enterro do livreiro Garnier, na época era um saco menor, mas só queria dar seu testemunho.

Bem, Machado tentou, mas os personagens da manhã foram o cesto e o saco, este, inclusive, foi vítima de violência, mas perdoou o herói Rafael, afinal quem poderia dizer que um saco com mais de 200 anos para se decompor, teria tantas histórias pra contar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

RENT dando frutos

Ele um dia foi apenas a mamãe patinho que ficava lá no cantinho colocando chifre em uma amiga baixinha. Por seus méritos virou ator principal e por seus méritos mostrou que pode muito mais.
Em meio a um grupo tentando atuar, já havia um ator de verdade.

O primeiro grande fruto do .COM já surgiu e poucas vezes na vida fiquei tão feliz.
Parabéns, meu bem.

Você merece [e isso eu já disse 525.600 vezes XD]!


W.A.M.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Thinking of shit

Já parou pra repensar sua vida e ficou pensativa, confusa e estranha por um tempo, irreconhecível até pra você?
Repensar a vida pode fazer você notar que aquilo que você acha que sente não é real, que você quer se sentir mais útil, que tem que tomar decisões urgentes quanto à sua profissão, que de vez em quando olhar pro lado e ver ninguém, é duro, que você precisa tomar atitudes, que precisa mudar atitudes, que aquilo que você sempre gostou pode ser deixado pra trás, que precisa conhecer gente nova, que o sentido do que faz se perdeu ou nunca foi achado e que viveu nada ainda e tem muito a aprender.
E nessas horas a válvula de escape pode estar nos túneis mais obscuros.

W.A.M.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

RENT no CCR


Musical "Rent" estréia nos palcos de Fortaleza Data: 31 de Outubro de 2008 Por: Arthur Yoffe

O grupo cearense de teatro .COM estreou nesta quinta-feira, 30, a adaptação da peça musical "Rent - Os Boêmios", no Teatro Celina Queiroz, em Fortaleza (CE). A peça "Rent - Não Há um Amanhã", dirigida e adaptada por André Gress, lotou o teatro. Foram vários os números musicais que receberam palmas do público presente, favoritando a atuação de Ícaro Sampaio, que interpreta o travesti Angel. A montagem permanece em cartaz no Teatro Celina Queiroz nesta sexta-feira, 31, às 20h, com a entrada gratuita até preencher as poltronas do local. No sábado e domingo, também às 20h, "Rent" será apresentado no Teatro SESC Emiliano Queiroz. O elenco é composto por estudantes da Universidade de Fortaleza (UNIFOR). A revolucionária ópera rock “Rent – Os Boêmios”, do ganhador do prêmio Pulitzer Jonathan Larson, conta a história de um grupo de boêmios lutando para se expressar através de sua arte e “dando ritmo às suas vidas com o amor”. Contrastando o cenário arenoso do bairro de East Village, em Nova York, esses amigos aspiram sucesso e aceitação, enquanto resistem aos obstáculos da pobreza, doença e a epidemia da AIDS. O CCR assistiu! É ousado investir na adaptação de um musical da Broadway. Mais ousado ainda é constatar que é o capricho de estudantes que, mesmo sem patrocínio, realizaram o projeto. As qualidades da produção de "Rent - Não Há um Amanhã" são claras: atores dedicados e músicas agradáveis. No Ceará, ainda não uma grande prática de montar peças teatrais musicais, até porque alguns dos principais teatros da cidade têm um sistema acústico deficiente (principalmente o prédio histórico do extinto Teatro São Luiz). No Celina Queiroz, evitar a microfonia ou confundir qual microfone deveria ligar foi particularmente complicado. Ainda em termos musicais, o potencial vocal de parte do elenco é marcante, principalmente dos atores Júlio Lira, Karla Brito e Anderson Barreto. Perfeitamente afinados, é piedoso não haver harmonia completa do elenco, que não decepciona, mas se destaca em nível vocal inferior. Outro destaque vai para Ícaro Sampaio, intérprete da travesti Angel. A desenvoltura em viver um personagem caricato, mas que possui as melhores motivações do enredo, é a marca de Sampaio. Todas as cenas que participa, tira a atenção do restante do elenco, até mesmo quando está apenas em segundo plano. Wânyffer Monteiro interpreta Maureen, uma mulher sensual que largou o namorado e se apaixonou pela prima. Completamente à vontade nos palcos, Monteiro presenteia o público com um dos momentos mais divertidos da peça, em que fala de uma vaca. Imperdível. Apesar de suas eventuais falhas, principalmente em uma linha dramática razoável, a peça agrada pela graciosidade e capricho da produção, além da direção cênica. E que mais iniciativas deste gênero continuem acontecendo para movimentar o teatro cearense. Vale a pena prestigiar!

http://cinemacomrapadura.com.br/noticias/13757/musical_rent_estreia_nos_palcos_de_fortaleza

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

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Um milk-shake incestuoso pedindo para ser provado, mas que luta contra as lâminas afiadas do liquidicador vulcânico que bate o conteúdo denso como cordas ilusórias de uma triste guitarra.

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