sábado, 10 de janeiro de 2009

E eles que são os animais...


Alguém me vê um anzol pra enfiar nos ovos da pessoa que fez isso!

"Hutin enviou uma equipa de filmagens a Réunion no Verão passado, para obter provas documentais de que os animais vivos estavam a ser usados como isco para tubarões, com o objectivo de expor esta bárbara prática no programa de defesa dos direitos dos animais da organização na televisão.
Não foi preciso muito tempo para que a equipa descobrisse três casos, diz ela. Um vídeo e fotografias mostram os cães com diversos anzóis profundamente presos nas patas e focinho. "Foi a partir daí que todos começaram a levar a situação a sério, percebemos que era mesmo verdade."
Um veterinário conseguiu tratar com sucesso um dos cães, o cão de seis meses de idade com um anzol no focinho que se vê na foto acima, na SPA (Société Protectrice des Animaux) da capital de Réunion, St.-Denis. (...)"Ultimamente, quase todas as semanas, temos encontrado cães com anzóis na ilha, para não falar de gatos encontrados nas praias e parcialmente devorados por tubarões."
Uma vez que os pescadores capturem os animais, colocam-lhes imediatamente anzóis, "ou pelo menos no dia anterior, para que sangrem o suficiente". Alguns escapam antes de serem atirados ao mar, outros não têm essa sorte.
Após os anzóis serem colocados nas patas e/ou focinhos, os animais são atados a tubos infláveis com linha de pesca e largados no mar, relata o Clicanoo. Para evitar a detecção, os pescadores colocam o isco no meio da noite e regressam de manhã para verificar se capturaram algum tubarão. "

Divulgem!!


1- Métodos de ABATE de Animais, usados pela industria alimentar e de roupa:
Pistola Pneumática


Uma "pistola" é apontada para a cabeça do animal e uma vara de metal é disparada para dentro do cérebro. A pistola é projetada de modo que a haste jamais sai completamente, ela simplesmente vara a cabeça do animal e depois é puxada pelo açougueiro enquanto o animal desmaia.Este disparo, como o animal se agita muito, nem sempre é certeiro e, freqüentemente, atinge o olho ou resvala na cabeça do animal, gerando ainda mais dor.

Atordoamento Elétrico.


Os animais são conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts.


Choques Na Cabeça


Um atordoador elétrico é utilizado para produzir um ataque e a garganta do animal é cortada, deixando-o sangrar até a morte.


Golpes De Marreta


Utilizando-se de um martelo específico golpeia-se a cabeça do gado quebrando o seu crânio (essa técnica também é usada em vitelas, pois os ossos do crânio de filhotes são mais macios).Nem sempre o martelo acerta com precisão a região que causa a inconsciência, podendo rasgar os olhos ou o nariz do gado.


Abate Ritual

Os animais estão totalmente conscientes quando suas jugulares são cortadas. Alguns matadouros prendem o animal por uma perna e penduram-no de cabeça para baixo antes que suas gargantas sejam cortadas, resultando em danos dolorosos dos tecidos em 50% das vezes e, em algumas vezes, crises de vômito.
2- Brasil - Abates Rituais -A História de Lázaro: Fica aqui a descrição de "levantar cabelos":
"Não é difícil imaginar porque este animal recebeu este nome. Lazaro foi encontrado na tarde do dia 29 de abril de 2006 em um lugar afastado onde é costume jogar entulho, lixo e animais mortos. Por sorte uma pessoa passando por lá ouviu que um animal chorava apesar de não poder se mexer. Tentou localizar alguém que o capturasse e conseguiu contatar o nosso abrigo. Fomos imediatamente recolher Lazaro e ali ouvimos comentários que muitos animais, ainda vivos, usados para rituais religiosos, são jogados naquele local para morrerem. Lazaro estava em uma caixa amarrada com uma fita vermelha. Não sabemos o que aconteceu com ele. Um dos olhos havia sido perfurado, tinha dores por todo corpo, provavelmente havia sido surrado até desfalecer pois não tinha nenhuma fratura. Apenas gemia como que agonizando. Foi levado imediatamente a uma clinica veterinária e medicado. Não havia como radiografar, ele tinha dores demais principalmente na cabeça e no rabo. A temperatura estava baixa, tivemos medo de seda-lo e assim a base de tramal e soro tentamos reanimá-lo um pouco. Lazaro não pode ouvir nenhum barulho que já começa a gritar. Fechar a porta do carro ou qualquer porta, barulho de jornal no chão ou o simples aproximar de uma pessoa faz com que ele se encolha e comece a gritar. Lazaro não parece um cachorro abandonado, tem um pelo limpo e saudável. Não consigo imaginar o que pode ter acontecido com ele. Lazaro não consegue ficar de pé apesar de mexer as patas, evacua e urina sem sair do lugar, mas graças a Deus tem um bom apetite."
3. A Benneton praticva com as ovelhas um ritual bastantes interesante...embora por acação da PETA já o tenha deixado de fazer. Ommétodo consistia em sedar as ovelhas, que depois ainda vivas, era-lhes retirada a pele corporal, por que sabe que esta fica mais maléavel, elástica e fácil de trabalhar. Centenas de milhares de animais foram assim tratados para "nos" vestir.

4.No Egipto é prática corrente o envenenamento de animais para controlo de natalidade e pragas. O problema é que o processo de envenenamento é uma verdadeira tortura em que o animal sofre que nem "um animal"!

5. Na China tira-se a pele aos cães e gatos ainda vivos:, eis a descrição do sucedido:"The reason for the gathering was to screen video evidence revealing dogs and cats being skinned alive in China and call on the leader to introduce and enforce meaningful welfare standards regulating the treatment of animals within the fur industry.(...)Among the rabbits, coyotes, foxes and other animals, millions of cats and dogs are brutally murdered for their fur."


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Direto do sombrio túnel do tempo

Eu nem acredito que estou realmente fazendo este post, mas, continuando o post de ontem e minha nostalgia, aqui vão alguns textos que fiz na minha adolescência Byroniana. Todos de um caderno de quando tinha 15/16 anos e claro que não estão todos aqui e eu nem teria coragem de mostrá-los a você. Sinceramente, relendo tudo isso aqui, fico feliz que hoje apenas admiro Poe, Byron, Baudelaire, Dos Anjos e derivados e não os vivo hehehe.
Aqui vão, essa era [creio que ainda tem muito de
mim aqui] eu:


Eu sou apenas uma garota de dezesseis. Para alguém de minha idade pareço atenciosa e cortês. Não me importo em viver com meus pais, Decerto preferia partilhar a casa com morcegos e vermes tumbais. Ali eu poderia viver em paz e andar por becos escuros só e atormentada.

Eu sou até agradável com você, mas imagino mergulha-lo (a) em cera, para expor no museu. Queria ter um cachorro e transforma-lo num terrível zumbi, para que pudéssemos procurar vítimas no nevoeiro de Londres.

No entanto, meus pensamentos não são só compostos por crimes edificantes, gosto de desenhar, escrever e ler para passar o tempo, mas enquanto os outros lêem livros como “O Alquimista”, meu autor preferido é Edgar Allan Poe.

Uma noite quando lia um de seus contos espantosos, li uma passagem que me fez empalidecer, uma notícia tão má que não podia agüentar, meu amor tinha sido enterrado vivo! Cavei sua tumba para verificar se estava morto, inconsciente de que a tumba era o jardim de minha mãe. Sozinha passo os dias em meu quarto aquela torre infernal, aonde fui setenciada a passar o resto da minha vida sozinha, só e enlouquecendo na prisão.

[Texto bizarro inspirado na animação 'Vincent' do Tim Burton]

.

Pedaços de mim

Me olho no espelho
procurando o q se perdeu
meu semblante está sem vida
me pergunto como isso aconteceu

Onde foi deixada aquela menina de olhos brilhantes
Ela se perdeu no passado
junto com a alma pura
perdida em pecado

Minha imagem agora é um reflexo de decadência
Reflete a angústia de minha'lma
Atrás de um sorriso dissimulado
e um comportamento adestrado

Procuro a mulher e encontro a menina
Procuro a menina e encontro a mulher
Quem na verdade sou?

Pedaços de espelho espalhados no chão
Reflexos da minha vida
Pedaços de meu coração

.

LISTEN TO THE RAIN

Rain falls outside
Floading my past
Of memories I wish i didnt have
Each raindrop is a whisper
That tells a story
We need to
hear
The story of the begin of the times
They come from the sky
To soothe our wounds and struggle

Peep the rain
It says much more than you think
Its a natures miracle
Lighting up the sadows of my life
Listen to the rain

In the flood
My past come to haunt me
And bring my flaw
s back
Getting in a botton hole
Can you see how far the water runs?
The raindrops fall into the sewer
With my old ghodts
That chased me all my life

Peep the rain
It says much more than you think
Its a natures miracle
Lighting up the shadows of my life
Listen to the ra
in

When the rain stops and the sky is clean I can wipe my mistakes And dress my shroud My wounds are healed And i still can listen to the rain


.


PARANÓIA

Ouço choros altos
São meus monstros me chamando
Quero gritar para liberta-los
Não tenho voz
Me faço secundária de mim mesma
Quero berrar para espantar a dor
O desespero é mais forte
Sinto-me afogando na correnteza de meus erros
Enquanto meus monstros se afogam em um mar de lágrimas
Libertem-me do que me tornei
Segurem-me,estou caindo
Sinto-me um grande nada
Meus monstros não choram mais...Berram!
Algo está errado
Um abismo me separa da sanidade
Lá embaixo o calor do fogo clama por meu nome
Meus monstros querem pular
Salve-me de mim mesma
O fogo me consome
Tarde demais


W.A.M.


Ah! A doce escuridão da poesia!


Por que o Danilo me lembrou da minha literatura obscura e amada na qual tanto mergulhei na adolescência. Um trecho de Lira do 20 anos de Álvares de Azevedo e O Corvo de Edgar Allan Poe nas traduções de Fernando Pessoa e na de Machado de Assis:

SONHANDO

Na praia deserta que a lua branqueia,

Que mimo! que rosa! que filha de Deus!

Tão pálida... ao vê-la meu ser devaneia,

Sufoco nos lábios os hálitos meus!

Não corras na areia,

Não corras assim!

Donzela, onde vais?

Tem pena de mim!

A praia é tão longa! e a onda bravia

As roupas de gaza te molha de escuma...

De noite, aos serenos, a areia é tão fria...

Tão úmido o vento que os ares perfuma!

És tão doentia...

Não corras assim...

Donzela, onde vais?

Tem pena de mim!

A brisa teus negros cabelos soltou,

O orvalho da face te esfria o suor,

Teus seios palpitam — a brisa os roçou,

Beijou-os, suspira, desmaia de amor!

Teu pé tropeçou...

Não corras assim...

Donzela, onde vais?

Tem pena de mim!

E o pálido mimo da minha paixão

Num longo soluço tremeu e parou,

Sentou-se na praia, sozinha no chão,

A mão regelada no colo pousou!

Que tens, coração

Que tremes assim?

Cansaste, donzela?

Tem pena de mim!

Deitou-se na areia que a vaga molhou.

Imóvel e branca na praia dormia;

Mas nem os seus olhos o sono fechou

E nem o seu colo de neve tremia...

O seio gelou?...

Não durmas assim!

O pálida fria,

Tem pena de mim!

Dormia: — na fronte que níveo suar...

Que mão regelada no lânguido peito...

Não era mais alvo seu leito do mar,

Não era mais frio seu gélido leito!

Nem um ressonar...

Não durmas assim...

O pálida fria,

Tem pena de mim!

Aqui no meu peito vem antes sonhar

Nos longos suspiros do meu coração:

Eu quero em meus lábios teu seio aquentar,

Teu colo, essas faces, e a gélida mão...

Não durmas no mar!

Não durmas assim.

Estátua sem vida,

Tem pena de mim!

E a vaga crescia seu corpo banhando,

As cândidas formas movendo de leve!

E eu vi-a suave nas águas boiando

Com soltos cabelos nas roupas de neve!

Nas vagas sonhando

Não durmas assim...

Donzela, onde vais?

Tem pena de mim!

E a imagem da virgem nas águas do mar

Brilhava tão branca no límpido véu...

Nem mais transparente luzia o luar

No ambiente sem nuvens da noite do céu!

Nas águas do mar

Não durmas assim...

Não morras, donzela,

Espera por mim!


.

O Corvo
Tradução: Fernando Pessoa

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais".

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais —
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.

'Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste, vagos curiosos tomos de ciências ancestrais ...' (Ilustração de Gustave Doré)

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo:
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais."

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, de certo me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo
Tão levemente, batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

'E abri largos, franqueando-os, meus umbrais. Noite, noite e nada mais.' (Ilustração de Gustave Doré)

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta — ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta — ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!



O Corvo

Tradução: Machado de Assis

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas tais palavras:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o colchão refletia
A sua última agonia.
Eu ansioso pelo Sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará mais.

E o rumor triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui, no peito,
Levantei-me de pronto, e "Com efeito,
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo, e desta sorte
Falo: "Imploro de vós — ou senhor ou senhora,
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso
Já cochilava, e tão de manso e manso,
Batestes, não fui logo, prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse; a porta escancaro, acho a noite somente,
somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra
Que me amedronta, que me assombra.
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos,
Eia, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais,
Devolvamos a paz ao coração medroso,
Obra do vento, e nada mais."

Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
de um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta em um busto de Palas:
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gosto severo, — o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que eu lhe fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta a dizer em resposta
Que este é seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário.
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse,
Nenhuma outra proferiu, nenhuma.
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
"Tantos amigos tão leais!
"Perderei também este em regressando a aurora."
E o corvo disse: "Nunca mais."

Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez nesse momento
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao corvo magro e rudo;
E, mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera,
Achar procuro a lúgubre quimera,
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim posto, devaneando,
Meditando, conjeturando,
Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjeturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da lâmpada caíam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível:
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais,
"Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa! (clamei, levantando-me) cessa!
Regressando ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo...
Vai-te, não fique no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua.
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o corvo disse: "Nunca mais."

E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!



[Configuração diferente, mas dará trabalho ajeitar. Fica assim =D]
W.A.M.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

La vita è dolce

"Falta pouco para você ter diabetes", ou pré-diabética, foi o que minha mãe anunciou-me hoje.
Aí eu me pergunto: Como ficar sem doce?! Como?! E olha que isso nem quer dizer que estou gorda, afinal to com o menos IMC que já tive.
Eu mesma admito a ignorância, mas não dá! Tento me dizer: "Tanta gente morrendo de fome na África, inocentes morrendo em Gaza e eu chorando por doces"...
Esse texto não tem nenhum sentido de estar aqui, mas está, afinal mesmo quando se passa dos 20, ainda tem-se o direito de ter um diário. Mesmo que virtual.
Quanta bobagem! Deixarei o Garfield falar sa minha relação com comida por mim:


Nota mental: Alguém quer o sorvete de sonho de valsa que estou comendo agora?

W.A.M.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

"Quantos mortos ainda para vocês se sentirem cidadãos de Gaza?"


“Quem é mais anti-semita, aqueles que viciaram Israel ano após ano durante sessenta anos, até desfigurá-lo ao ponto de fazê-lo o país mais perigoso do mundo para os judeus ou aqueles que os advertem de que o Muro marca um gueto de dois lados? É anti-semita reler Hannah Arendt hoje, em que nós, os palestinos, somos a escória da terra, é anti-semita voltar a iluminar essas páginas sobre o poder e a violência?"

O artigo é de Mustapha Barghouthi, secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestina e o trecho foi tirado do blog http://nogueirajr.blogspot.com/2009/01/quantos-mortos-ainda-para-vocs-se.html
Para que melhor post sobre isso na boca dele do que na minha?

...

W.A.M.

Tente


Tira dos malvados para a Folha de SP [a folha tirou as tirinhas dos malvados essa semana]. Achei genial e bem verdade XD. Se eles quiserem emprego aqui, eu ofereço, mas sem remuneração, hein? XD

W.A.M.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Um raio X do nosso "eu interior"

Quando o cientista tira o rosto de seu experimento, o homem bicentenário leva um susto. Por um momento a expectadora que vos escreve se pergunta: "Por que tamanho susto? Por mais humano que ele queira ser, ele sabe que é um robô, não é?". Com a reposta veio uma gargalhada seguida de pensamentos inebriantes. "O que foi?!!", pergunta o cientista. "Eu vi o meu eu interior"! Agora entendo o que aquela minha professora chamava de "insight".
Que desgraçada metáfora, não? A arte imita a vida, mais uma vez [ou é o contrário que dizem por aí?]. Imagine se conseguíssemos ver nossos "eus"? Ah! Eu não conseguiria conviver nem comigo e muito menos com você. Podemos enganar-mo-nos o quanto for. "Não ligo para o exterior, o que importa é o que há por dentro". Eu também importo-me substancialmente com "o que há por dentro", meu caro, mas e se pudéssemos ver realmente o que é o que tanto chamamos "interior"? As qualidades com certeza tomariam maior vivacidade e brilho aos nossos olhos e isso seria maravilhoso. Como se fosse possível enxergar fisicamente.

_ Está vendo aquela veia ali? A mais comprida! É a do amor!
_ Nossa, como ele ama! E aquela? A mais lânguida.
_ Aquela fraquinha "sufocando" a do amor? É a do respeito.
_ Ah...

O quão bizarro seria isso, não? E os defeitos, como mostrar-se-iam? É deles que tenho medo e não de ver as suas artérias e derivados, mas de mostrar os meus próprios a qualquer transeunte, ou melhor, aos meus queridos. Não! Eu não teria veia o bastante para isso.

_ Olha como a artéria dela é rígida! Bombeia amor pra todas as partes do corpo!
_ Mas ela não está um pouco congelada em algumas ramificações?
_ É verdade... E, se notar, as ilesas não são maiores que as veias da paciência.

Ah não! Que desgraça seria mostra-lhe meu desgraçado eu interior. Desgraçado, porém não desprovido.
São todas essas artérias e veias, sejam fortes ou mirradas que irrigam nosso corpo e o fazem ter movimentos, sentimentos, impulsos, ataques. Somos como máquinas com sentimentos, tentando incessantemente construir e reconstruir nosso sistema nervoso central, orgãos e glândulas lacrimais, porque eles nunca serão bons o bastante para nós. Na eterna estrada pela busca de outros iguais a nós e falhando eternamente. Na constante tentativa se sermos mais e mais humanos.
Se tirarem minha face agora? Você ia se assombrar com a complexidade proveniente da divina dádiva da natureza e veria o quão bonito e tenebroso alguém pode ser lá no fundo

Isso lembrou-me algo que disse a um amigo esses dias: "Quem ama vê defeitos sim, mas AMA exatamente porque os conhece e ainda assim, ama". Estaria eu certa?

Nota mental: Esse é um dos filmes que mais gosto. O que ele ganhou? Uma indicação ao Oscar de melhor maquiagem [o qual não ganhou] e rendeu um Framboesa de ouro para Robbie Williams [quem não sabe o Framboesa é o contrário do Oscar, portanto, prêmio de pior ator], mas o que importa? Importa a lição que tiramos dele [e que você não fale mal do Robbir naa minha frente haosauahso].

Tira de hoje



W.A.M.

sábado, 3 de janeiro de 2009

A vida é uma aposta no amor




Ao ler 'Operação cavalo de tróia' [diga-se de passagem um dos melhores presentes que já ganhei], deparei-me com uma parábola interessante. Jasão perguntou a Jesus o que era a vida e Jesus respondeu: "Uma aposta no amor. É o único bem em jogo desde que se nasce". Me lembrei de tal trecho ao ler o último post da Lulu, aonde ela afirma que "o trabalho realmente edifica o homem, e o amor danifica". Bem, peço licença, mais uma vez para discordar de ti, Lulu [mas não da parte que diz que o trabalho edifica, concordo plenamente].
Amor não é um assunto recorrente em meus textos, afinal não me apetece a idéia de falar somente dele, mas, com certeza ele está presente em cada dia de nossas vidas. Ainda não vem à minha mente um porquê da palavra amor ser ligada automaticamente ao amor homem-mulher, ou homossexual. Àquele amor carnal. O amor é uma coisa tão grande que sobrepõe-se a isso e, arrisco dizer ser o amor carnal a mais pobre das formas de amar, afinal ele pode acabar.
Por amor pessoas mudam, tranformam-se em seres mais leves e pacientes e sem esse amor homens travam guerras. E, que ironia! Guerras em nome do amor.
Jasão, no livro de Benítez, perguntou ainda a Jesus: "Sendo assim, que podemos pensar dos que nunca amaram?", seu mestre replicou: "Não existem tais pessoas". Incansável Jasão prosseguiu: "Que me dizes dos sanguinários, dos tiranos...?", o mestre respondeu: "Eles também amam, à sua maneira".
O livro é pura ficção baseada em fatos reais que dão à obra um incrível ar de veracidade, mas mesmo conscientizando-me do teor ficcional, devo ratificar as palavras de Benítez. Todos são capazes de amar. Não falo de homens amarem mulheres, mas o que dizer da amizade? Amigos são pessoas que não deveriam necessariamente estar em nossas vidas, mas nós os deixamos ficar por amor. E o amor de mãe? Há algo mais genuíno e recompensador? Até os cães amam [e amam mais que muitos humanos].
Quanto àqueles que dizem-se frios de coração, são uns tolos! Todos amam e são amados em maneiras diferentes. Uns amam mais, outros menos, alguns não recebem tanto quanto dão, mas é disso que se trata o amor. Lendo Sandman, a obra de outro gênio [Gaiman], a garota Hazel descobre que a namorada a traiu, mas continua com ela. Por que? Quase nas palavras dela: "Não importa com quem andou ou o que fez, isso não vai diminuir meu amor por você. Eu vou te amar de qualquer jeito". Não, não estou dizendo para trair, jovem ocioso que vem ler meu blog, ou perdoar traição [algo imperdoável para mim], mas para pensar nessas palavras e no teor verídico delas.
O amor é maior do que tudo e nós jogamos com ele e ao redor dele por toda nossas miseráveis vidas. Lembrei agora de Hitch quando o moço gordinho e desengonçado que não lembro o nome disse uma das frases mais marcantes da minha vida: "Eu esperei a vida toda para me sentir miserável [acho que é isso em português]".
O amor nos leva do fundo do poço ao topo do Everest e não adianta fugir dele ou negá-lo. Quem me conhece sabe que tentei negar todos os tipos de amores da minha vida por muito tempo [20 anos XD], mas conviver com o tema 'meça sua vida em amor' [do musical RENT] diariamente me fez abrir os olhos para verdade [a minha verdade]. Eu posso ser durona, mas são os mais durões que guardam os mais belos corações.
Obrigada Lulu, Benítez, Rent, Hitch e Neil Gaiman pela inspiração para o blog e saibam de antemão qeu não, meu coração não é de gelo.

W.A.M.




sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Jornalismo e eu



Hoje fui assistir a um filme no cinema, "Marley e eu", mesmo não querendo, mas não me arrenpendi. O filme é emocionante e muito engraçado, tudo na medida [recomendado].

Entretanto um enredo do filme me deixou refletindo sobre minha própria vida [SPOILER!!! E não foi a parte na qual Marley incha e depois morre que me remete a como meu cão morreu ano passado]. O filme se passa ao redor de uma família, na qual pai e mãe são jornalistas.
Ela é uma jornalista super bem-sucedida que com artigos mais atualizados do que os do marido, consegue grandes espaços no jornal da cidade, mas tem que deixar o emprego com a chegada do segundo filho. É... se o filme deixa com vontade de ter filhos em algumas partes, nessa ele realmente me pegou abominando a idéia.
O pai é um jornalista que ainda não havia conseguido um bom sucesso profissional até que os filhos chegaram e ele teve de aceitar o emprego de colunista, no qual ele ganharia mais, mas não faria o que gosta mesmo que é reportagem.
Bom, até aí tudo bem, afinal esse tipo de impasse pode acontecer na vida de qualquer um e não precisa ser jornalista, mas depois que veio a questão que tanto me pegou.
Ele não era bem sucedido como repórter e, ao começar a escrever sobre o cotidiano, a carreira alavancou. Isso mesmo! Quando começou a escrever suas colunas do mesmo jeito que faço aqui, sobre suas experiências [claro que não tão mal quanto eu] ele realmente se deu bem. Mais dinheiro e menos felicidade. E com recorrência no filme o amigo dele, repórter e solteiro [outro ponto que comecei a ver ser fundamental para jornalistas e eu to no caminho], fala das suas matérias emocionantes, coisa que, venhamos e convenhamos, 90% dos jornalistas querem [pelo menos eu, meus olhos piscaram quando ele falou sobre matérias como com o Pablo Escobar, por exemplo] e o pobre colunista ficava ali, bem-sucedido, com mais grana, mas menos feliz.
Mas sabe o que aconteceu? Ele voltou a ser repórter em outra cidade e foi procurar a felicidade, mas não achou. Não obteve sucesso como repórter [o mesmo insucesso que tinha antes] e resolveu voltar a escrever colunas. As colunas sobre sua vida, seu cão, sua mulher, mas principalmente seu cão que era apaixonante. Histórias engraçadas e únicas.

Bom, sem mais palavras o que me fez divagar foi:

Por que escolhi essa profissão que paga mal, que faz trabalhar que nem condenado e que tira tudo de você?
Bom, a resposta veio quase automaticamente. Está numa mistura fundamental entre o que os dois amigos e a protagonista tinham: Sucesso [dela], emoção [do amigo] e escrever sobre assuntos que goste [dele].
Isso tão cedo não será possível, afinal se começa de baixo, mas eu tenho sonhos ainda. Sonho em escrever sobre ataques terroristas e ver a faixa de gaza de perto, cobrir uma guerra, delatar, desbravar, escrever sobre a cultura chinesa, quem sabe.
Emoção. Esse é meu sonho jornalístico.

W.A.M.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Metas para 2009

1 - Morar em uma cidade européia [tá... isso talvez não seja pra 2009 ainda =/]
2 - Conhecer Guará e Flecheiras [ainda não conheço, oi?]
3 - Comer menos chocolate
4 - Cozinhar mais [descobri que é muito bom, quando feito por hobbie]
5 - Ler ainda mais
6 - Começar minha monografia
7 - Ficar menos ainda na internet
8 - Dançar [sapateado terei de aprender para a peça do Noel Rosa, tango e zouk aprenderei
em intensivões em janeiro]
9 - Ter paciência [xi.......]
10 - Ser mais doce com minha mãe
11 - Adquirir maior liberdade
12 - Comprar meu carro com condicionador de ar, por favor
13 - Ligar mais pros meus amigos [no sentido de ligação mesmo e acho isso difícil]
14 - Comer menos besteiras
15 - Ficar em paz com o espelho [isso é mais psicológico que físico]
16 - Ter muitos homens ou um só homem [ou um ou outro, né]
17 - Rever quem ha muito não vejo
18 - Tentar controlar meu humor-negro e meus excessivos cortes
19 - Arriscar mais
20 - Ficar menos em casa
21 - Cuidar do meu priminho que fará 2 anos em 2009
22 - Ir mais à casa do meu avô e dar um jeito de ver meus avós paternos =~~
23 - Ir mais vezes ao cemitério [COMO VISITA =s]
24 - Me permitir amar mais
25 - Proteger meus amigos
26 - Fazer intercâmbio para minha amada Inglaterra
27 - Encontrar outros estágios
28 - Me dar mais valor do que me dão
29 - Viajaaaaaaaar
30 - Abrir meu coração
31 - Continuar no muaythai [uma pessoa consegue fazer tantas coisas ao mesmo tempo? =~~]
32 - Me aprimorar no teatro para virar uma atriz de verdade
33 - Fazer mais pessoas mujirem
34 - Levar minha mãezinha pra passear
35 - Não deixar de escrever no blog
36 - Evoluir XD

W.A.M.